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18 de jan. de 2023 · 3 min de leitura

A Explosão da Publicidade em Streaming: O Momento Decisivo da TV Conectada (2022-2023)

Gigantes do streaming abandonam o modelo exclusivamente pago e adotam tiers publicitários. Análise de como plataformas, anunciantes e tecnologia programática transformaram a TV conectada em 2022-2023.

O Ponto de Inflexão Chegou

A segunda metade de 2022 marcou uma virada histórica na indústria de vídeo por streaming. Depois de uma década de crescimento sustentado pelo modelo baseado em assinatura, as duas maiores plataformas de streaming do mundo tomaram decisões que sinalizavam uma mudança estrutural: ambas lançariam tiers publicitários.

Netflix foi a primeira. Em novembro de 2022, lançou o plano "Basic with Ads" nos Estados Unidos, Canadá, México e outros mercados. O preço de US$ 6,99 era agressivo e deliberadamente inferior aos US$ 7,99 que a Disney+ anunciaria para seu próprio tier publicitário, lançado no mês seguinte. Ambas as plataformas impuseram limitações técnicas para justificar a diferença de preço: resolução máxima de 720p, sem downloads, e uma carga publicitária de aproximadamente 4-5 minutos por hora.

O reflexo nos números foi imediato. Dentro de meses, a Netflix havia conquistado mais de 23 milhões de usuários mensais ativos no tier com anúncios. Na Disney+, aproximadamente 50% dos novos inscritos entre março e setembro de 2023 escolheram a opção com publicidade, e o engagement nesses usuários cresceu 35%.

Mercado Programático em Aceleração

A chegada de tiers publicitários em streaming não foi um evento isolado. Coincidiu com a maturação acelerada da publicidade programática em TV conectada. Em 2023, os anunciantes norte-americanos gastos aproximadamente US$ 14 bilhões em anúncios CTV comprados programaticamente, representando 74,4% de todo o investimento em publicidade CTV.

O que atraiu tantos dólares para programática em TV foi simples: mensuração. Diferentemente da compra tradicional de upfronts (que dependia de projeções e negociações de volume), a publicidade programática oferecia granularidade digital. Impressões no nível individual, dados de view-through e completion rates, entrega transparente e ROI comprovável—exatamente o que os compradores de mídia pediam. Em pesquisa de 2022 conduzida pela Advertiser Perceptions, quase 50% dos compradores de mídia indicavam ROI e return on ad spending como prioridades principais para suas estratégias 2023.

Esse fenômeno não era exclusividade dos streamers. Além dos US$ 14 bilhões em programática, o mercado de TV linear tradicional ainda movimentava cerca de US$ 61,3 bilhões em 2023, mas o momentum estava claramente do lado digital. Plataformas de streaming forneciam escala, dados de primeira parte, e a capacidade de segmentação que agências de publicidade e seus clientes exigiam.

Tiers Publicitários: Entre Aceitação e Resistência

A reação dos consumidores foi nuançada. Um levantamento de maio de 2023 mostrou que a maioria dos domicílios norte-americanos com TV conectada ainda preferia versões sem anúncios das plataformas majoritárias—83% na Netflix, para citar um caso. Porém, dados de 2022 indicavam que 64% dos usuários de TV conectada estariam dispostos a aceitar anúncios caso isso reduzisse o preço de sua assinatura.

Esse aparente paradoxo refletia uma realidade econômica: com a economia desacelerando ao final de 2022 e início de 2023, consumidores reviam seus gastos com streaming. O ponto de preço do tier publicitário transformava-se em um argumento legítimo. Para Netflix e Disney+, a oportunidade era clara: aumentar o ARPU (receita média por usuário) capturando uma fatia de consumidores sensíveis ao preço, ao mesmo tempo em que atraía volume publicitário recém-liberado pelas transições do mercado.

Um Mercado em Transformação

Entre 2022 e 2023, a publicidade em TV conectada expandiu de aproximadamente US$ 20 bilhões para projeções acima de US$ 23 bilhões anuais. Analistas previam que chegaria aos US$ 32,6 bilhões até 2026. O momentum não era apenas sobre volume; era sobre qualidade de dados, atribuição e eficiência de gasto.

A convergência de tiers publicitários em plataformas de massa e da maturação da publicidade programática representava uma normalização: TV conectada estava se tornando, finalmente, um canal de mídia que combatia digital direto em transparência, segmentação e mensuração. O modelo de negócio estava consolidando-se. Os próximos anos determinariam se esse crescimento era sustentável ou se a fragmentação de oferta publicitária (Netflix, Disney+, Paramount+, Amazon Prime Video, cada um com seus próprios critérios de venda) criaria ineficiência que compradores tentariam corrigir.

Conteúdo editorial original da PulseDSP, com análise própria sobre eventos públicos do setor. As fontes citadas são de terceiros; marcas e links pertencem aos respectivos donos.

Jan 18, 2023 · 3 min read

The Streaming Ads Explosion: Connected TV's Pivotal Moment (2022-2023)

Streaming giants ditch ad-free models and embrace ad-supported tiers. Analysis of how platforms, advertisers, and programmatic technology transformed connected TV in 2022–2023.

The Inflection Point Arrived

The second half of 2022 marked a historic turning point in the streaming video industry. After a decade of growth sustained by subscription-only models, the two largest streaming platforms in the world made decisions that signaled a structural shift: both would launch ad-supported tiers.

Netflix moved first. In November 2022, it launched the "Basic with Ads" plan in the United States, Canada, Mexico, and other markets. The price of $6.99 was aggressive and deliberately lower than the $7.99 that Disney+ would announce for its own ad tier, launching the following month. Both platforms imposed technical limitations to justify the price difference: maximum resolution of 720p, no downloads, and an ad load of approximately 4–5 minutes per hour.

The impact on numbers was immediate. Within months, Netflix had acquired more than 23 million monthly active users on its ad-supported tier. At Disney+, approximately 50% of new subscribers between March and September 2023 chose the ad-supported option, and engagement among those users grew 35%.

Programmatic Market in Acceleration

The arrival of ad-supported tiers in streaming was not an isolated event. It coincided with the accelerated maturation of programmatic advertising on connected TV. In 2023, U.S. advertisers spent approximately $14 billion on CTV ads purchased programmatically, representing 74.4% of all CTV ad spending.

What attracted so many dollars to programmatic TV was straightforward: measurement. Unlike traditional upfront buying (which relied on projections and volume negotiations), programmatic advertising offered digital-grade granularity. Impression-level delivery data, view-through and completion rates, transparent delivery, and provable ROI—exactly what media buyers were asking for. In a 2022 survey by Advertiser Perceptions, nearly 50% of media buyers cited ROI and return on ad spending as top priorities for their 2023 strategies.

This phenomenon was not unique to streamers. Beyond the $14 billion in programmatic spending, the traditional linear TV market still moved approximately $61.3 billion in 2023, but momentum was clearly on the digital side. Streaming platforms provided scale, first-party data, and the segmentation capabilities that ad agencies and their clients demanded.

Ad Tiers: Between Acceptance and Resistance

Consumer reaction was nuanced. A May 2023 survey showed that the majority of U.S. connected TV households still preferred ad-free versions of major platforms—83% on Netflix, to cite one case. However, 2022 data indicated that 64% of connected TV users would accept ads if it meant lower subscription prices.

This apparent paradox reflected economic reality: with the economy slowing by late 2022 and early 2023, consumers were reconsidering their streaming spending. The price point of an ad-supported tier became a legitimate option. For Netflix and Disney+, the opportunity was clear: increase ARPU (average revenue per user) by capturing price-sensitive consumers, while simultaneously attracting newly available ad volume from market transitions.

A Market in Transformation

Between 2022 and 2023, connected TV advertising expanded from approximately $20 billion to projections above $23 billion annually. Analysts forecasted it would reach $32.6 billion by 2026. The momentum was not simply about volume; it was about data quality, attribution, and spending efficiency.

The convergence of ad-supported tiers on mass platforms and the maturation of programmatic buying represented a normalization: connected TV was finally becoming a media channel that competed with digital head-to-head on transparency, segmentation, and measurement. The business model was solidifying. The coming years would determine whether this growth was sustainable or if the fragmentation of ad inventory across Netflix, Disney+, Paramount+, Amazon Prime Video, and others—each with their own sales criteria—would create inefficiencies that buyers would seek to correct.

Original PulseDSP editorial content with our own analysis of public industry events. Cited sources are third-party; brands and links belong to their respective owners.

18 de ene. de 2023 · 3 min de lectura

La Explosión de la Publicidad en Streaming: El Momento Decisivo de la TV Conectada (2022-2023)

Los gigantes del streaming abandonan modelos sin anuncios para adoptar tiers publicitarios. Análisis de cómo plataformas, anunciantes y tecnología programática transformaron la TV conectada en 2022-2023.

El Punto de Inflexión Llegó

La segunda mitad de 2022 marcó un giro histórico en la industria del video en streaming. Después de una década de crecimiento sostenido por modelos exclusivamente de suscripción, las dos plataformas de streaming más grandes del mundo tomaron decisiones que señalaban un cambio estructural: ambas lanzarían tiers publicitarios.

Netflix fue la primera. En noviembre de 2022, lanzó el plan "Básico con Anuncios" en Estados Unidos, Canadá, México y otros mercados. El precio de $6.99 era agresivo e intencionalmente inferior a los $7.99 que Disney+ anunciaría para su propio tier publicitario, lanzado el mes siguiente. Ambas plataformas impusieron limitaciones técnicas para justificar la diferencia de precio: resolución máxima de 720p, sin descargas, y una carga publicitaria de aproximadamente 4-5 minutos por hora.

El impacto en los números fue inmediato. En cuestión de meses, Netflix había adquirido más de 23 millones de usuarios mensuales activos en su tier con anuncios. En Disney+, aproximadamente 50% de los nuevos suscriptores entre marzo y septiembre de 2023 eligieron la opción con publicidad, y el engagement entre esos usuarios creció 35%.

Mercado Programático en Aceleración

La llegada de tiers publicitarios en streaming no fue un evento aislado. Coincidió con la maduración acelerada de la publicidad programática en TV conectada. En 2023, los anunciantes estadounidenses gastaron aproximadamente $14 mil millones en anuncios CTV comprados programáticamente, representando 74.4% de todo el gasto publicitario en CTV.

Lo que atraía tanto dólar a la TV programática era sencillo: medición. A diferencia de la compra tradicional de upfronts (que se basaba en proyecciones y negociaciones de volumen), la publicidad programática ofrecía granularidad de nivel digital. Datos de entrega a nivel de impresiones, métricas de view-through y completion rates, entrega transparente y ROI comprobable—exactamente lo que los compradores de medios pedían. En una encuesta de 2022 realizada por Advertiser Perceptions, casi el 50% de los compradores de medios citaban ROI y return on ad spending como prioridades principales para sus estrategias 2023.

Este fenómeno no era exclusivo de los streamers. Más allá de los $14 mil millones en gasto programático, el mercado tradicional de TV lineal seguía moviendo aproximadamente $61.3 mil millones en 2023, pero el momentum estaba claramente del lado digital. Las plataformas de streaming proporcionaban escala, datos de primera parte, y las capacidades de segmentación que las agencias de publicidad y sus clientes exigían.

Tiers Publicitarios: Entre Aceptación y Resistencia

La reacción de los consumidores fue matizada. Una encuesta de mayo de 2023 mostró que la mayoría de los hogares estadounidenses con TV conectada aún preferían versiones sin anuncios de plataformas principales—83% en Netflix, para citar un caso. Sin embargo, datos de 2022 indicaban que 64% de los usuarios de TV conectada aceptarían anuncios si significaba precios de suscripción más bajos.

Esta aparente paradoja reflejaba la realidad económica: con la economía desacelerándose a finales de 2022 y principios de 2023, los consumidores estaban reconsiderando su gasto en streaming. El precio del tier publicitario se convirtió en una opción legítima. Para Netflix y Disney+, la oportunidad era clara: aumentar el ARPU (ingreso promedio por usuario) capturando consumidores sensibles al precio, mientras atraían simultáneamente volumen publicitario recién disponible de transiciones del mercado.

Un Mercado en Transformación

Entre 2022 y 2023, la publicidad en TV conectada se expandió de aproximadamente $20 mil millones a proyecciones superiores a $23 mil millones anuales. Los analistas pronosticaban que llegaría a $32.6 mil millones para 2026. El momentum no era simplemente sobre volumen; era sobre calidad de datos, atribución y eficiencia de gasto.

La convergencia de tiers publicitarios en plataformas masivas y la maduración de la compra programática representaba una normalización: la TV conectada finalmente se estaba convirtiendo en un canal de medios que competía con digital directamente en transparencia, segmentación y medición. El modelo de negocio se estaba consolidando. Los próximos años determinarían si este crecimiento era sostenible o si la fragmentación del inventario publicitario a través de Netflix, Disney+, Paramount+, Amazon Prime Video y otros—cada uno con sus propios criterios de venta—crearía ineficiencias que los compradores intentarían corregir.

Contenido editorial original de PulseDSP con análisis propio sobre eventos públicos del sector. Las fuentes citadas son de terceros; marcas y enlaces pertenecen a sus respectivos dueños.